Dialética Sofista


Podemos definir " dialética" como um instumento argumentativo que permite uma análise concreta sobre determinado discurso racional. Surgida na Grécia Antiga , tem sua origem emanada dos debates realizados na ágora na qual os cidadãos defendiam seus pontos de vista durante o período democrático. Foi amplamente utilizada pelos Sofistas e de uma maneira diferenciada, por Sócrates.
Os Sofistas, por sua vez, foram filósofos que deslocaram o foco filosófico da natureza para o homem, além de questionarem sobre dogmas até então considerados absolutos. Dessa maneira, preocupavam-se com as questões práticas da sociedade como, por exemplo, a forma de ascensão social pautada na natureza ou descendência dos indíviduos. Segundo esses filosófos, o direito ao poder deveria ser definido por meio das leis e costumes ( nomos) de cada espaço e região.
Assim, diferentemente de Platão, que buscava determinar a verdade absoluta, os Sofistas defendiam o relativismo exposto por Protágoras. De acordo com este, o "homem é a medida de todas as coisas" e portanto, a verdade existe segundo a percepção de cada um.
Portanto, a dialética sofista objetivava, além de uma retórica bem elaborada, ensinar os cidadãos afirmarem seu ponto de vista, desenvolver uma nova técnica estudantil e o bem comum da sociedade sem levar em consideração os meios para alcançá-lo. Pode-se afirmar, então, que o fundamental era a retórica eloquente e o convencimento do ouvinte e não a veracidade dos argumentos expostos na mesma. Por isso, ao longo dos anos, os Sofistas foram considerados, pejorativamente, como detentores de um discurso enganoso e impreciso, respaldado em argumentos possivelmente falsos.
Porém, são inquestionáveis as contribuições da dialética desses filósofos:
- possibilitaram o desenvolvimento do processo de inserção social nos diversos ramos do saber bem como na política.
- ao questionarem a verdade absoluta buscada por seus contemporâneos, os sofistas promoveram o início da queda do modelo social que excluía a maior parte da população da vida política.
Concluindo, pode-se afirmar que a função do sofista é comparada à do remédio: levar o indivíduo de um estado pior para um melhor. Porém, o último o faz por meio da química e o primeiro, pelo discurso.

REFERÊNCIA: Ética sofística: o papel educativo na relativização dos valores . ( Luiz Roberto Alves dos Santos)
IMAGEM: http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/resenha-sofistas/

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas